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Serafim Riem

Assunto
Energia
Numero
1 767

Serafim Riem, um imortal do nosso ambiente

Não há palavras para dizer da tristeza, tristeza é certo preparada nos últimos dias, pelo passamento de uma alma enorme das nossas lutas ambientais.Não posso deixar de mencionar alguns dados pessoais do nosso interface. Julgo que conheci o Serafim pouco depois do acto heróico dele de se amarrar a um carvalho para evitar a destruição de uma mata endógena. Não havia televisão e o que o salvou foi uma camarada que simulou estar a filmar e parou a retroescavadora. Essa acção valeu-lhe a expulsão da organização que fundou, a Quercus que condenava esses actos fora das “instituições”, mas a minha amizade e oferta para testemunha de defesa, quando outros recusaram.

Cimentámos a nossa amizade com a organização entre ainda a Quercus e os Amigos da Terra de um grandioso jantar de incentivo às acções ambientais de Carlos Pimenta. O jantar reuniu para cima de 400 pessoas, na Casa do Alentejo, e alterou o paradigma da protecção da natureza e da relação entre os seus expoentes.

Continuámos, o Serafim sempre mais passarinheiro, amigo das grandes aves e claro também das pequenas, os dois contra as plantações extremes de eucaliptos, os grandes projectos destruidores da natureza, então como agora, e contra o Alqueva, que se vê hoje o desastre que é.

Andámos pelo Alentejo, onde ele assentou em Castelo de Vide, e organizou, com a ADENEX, muitas actividades de defesa do nosso património comum. Salvámos andorinhas e andorinhões, abutres e outros.

E também acompanhou, directa ou indirectamente a luta contra Almaraz onde representei a associação que ele também criou a FAPAS, (e da qual também viria a ser afastado), no Conselho Ibérico e no Movimento Anti-nuclear.

O Serafim foi também, até profissionalmente, um impulsionador da conservação e manutenção das árvores e estruturas vegetais urbanas e era um grande gastrónomo, prefaciou um livro meu “Comendo Ambientes”, e depois da desventura da FAPAS criou uma organização a IRIS, com velhos amigos, que salvo a sua dimensão mais regional, poderia, poderá ser a organização radical que o ambiente português necessita, porque haverá sempre “urtigas” no nosso caminho, a IRIS.

Aqui, com foto:

https://signos.blogspot.com/search/label/Serafim%20Riem

Artigo completo no link acima!

moinho

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