Observatório Ibérico de Energia
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Infelizmente,

Assunto
Saber
Numero
1 783

Já não há em Portugal vozes, se as há, não as ouvi, que se sobreponham ao ruído mediático, que falem a linguagem do povo, sem elocubrações "geo-estratégicas" todas elas virtuais e bem pagas. já não há um movimento ecologista social e pacifista que defenda a lógica política da não violência e que saia do crescimento do PIB, e que denuncie com todas as letras o ataque, a guerra do imperialismo e do sionismo contra o Irão, que já quando Foucault (com os seus amiguinhos a serem mortos) o apoiou era um regime execrável.

Mas mais execrável ainda é o Afeganistão onde uma mulher pode ser chicoteada e o agressor é condenado a 15 dias de prisão, menos do que bater num camelo, nesse caso são 6 meses da dita.  Ou outros regimes, apoiados quase todos pelo tal facínora, onde o atropelo dos direitos é atroz.

Trump está a levar o mundo para o pior dos abismos, está a controlar as eleições nos U.S.A. através da limitação do sistema de voto, criou a sua polícia pessoal, que mata em total irresponsabilidade, rodeou-se dos piores escroques do mundo, abriu caminho para a total degradação ambiental, destruiu qualquer simulacro de sistema de saúde, impede a mínima, qualquer hipótese de oposição, e a nível mundial tem uma série dos piores sabujos a idolatrá-lo, desde o rute ao outro.

E como vivemos no mundo da pós verdade, o domínio dos média, a hegemonia que controla a informação, cadeias de supermercados, empresas diversas mas sobretudo as que produzem contéudos que depois vendem a si mesmas, comentaristas pagos regiamente parta papaguearam o que lhes dizem, sempre em linha com o discurso da hegemonia, e a massa, que como já nos dizia Ortega é amorfa e moldável, apoio ou é indiferente, desde quer haja pão e circo.

Tenho discutido com alguns amigos, tenho escrito e cada vez para mais leitores, mais do que o Expresso diz que vende! nos leêm, mas... como dizia Orwell a máquina impera sobre a vida, até (uma série fantástica) ganhou a desforra, com batota, é certo a Kasparov.

Nós continuamos, por aqui e por ali, quase sempre no anonimato dos bastidores, a dar os nossos empenhos, a transmitir os conhecimentos, a desmascarar a obsolescência, a denunciar a hegemonia e a lutar contra a entropia.

 

moinho

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