Borboletas
Estive uns dias no centro do país, nas fabulosas aldeias do xisto e noutras. Em várias caminhadas contei muito mais borboletas que em 20 dias no Alentejo:
é, segundo leio, a altura das grandes migrações....
Deixo aqui uma nota, assisti com estupefacção, e tenho que dizer que não soube o que fazer, à dona de um restaurante no Talasnal que alimenta com restos (abundantes) desse uma "vara" de javalis.
Que falta faziam uns lobos! Julgo que é proibido, sem autorização, alimentar animais selvagens, sobretudo estes....que sem predação destroiem tudo.
E nesta zona não se organizam batidas.....
óleo de palma
é um dos grandes inimigos da biodiversidade:
atenção ás companhias envolvidas neste crime! Digam-lhes nunca mais, e deixem de consumi-las!
bandidos
tenho o maior desprezo por esta gentuça que apregoa valores e depois apoia narco-traficantes ou garimpeiros sem escrúpulos, aliás são eles próprios parte dessa vilanagem:
não são guerrilheiros não são nada.
Insectos e outras coisas boas
Este envio, notícia antiga, da Nicole lembrou-me a minha contagem de borboletas, num dia em que as caixas de correio voltaram a ser entupidas com mais uma, mais uma petição sobre as abelhas.
Começo a ter as maiores dúvidas sobre estas a não ser para nos chiparem....
só raramente, aliás quase nunca petições, não que não difunda os temas. Mas tenho que dizer que é mais útil salvar uma abelha que me caiu no café que assinar uma destas.
Rewilding Iberia
Talvez já aqui tenha mencionado, mas agora com o tijolo (400 páginas de letra miudinha! que tive que ler sem óculos) lido todo, venho recomendar com mais veemência!
Vale o peso, é é pesado!
http://signos.blogspot.com/search/label/IBERIA
seguem-se outras leituras, agora que o tempo termal acabou (artroses e recuperação pulmonar, além do espírito! e do cansaço) e com tudo mais equilibrado e menos uns quilos, não de bagagem....
E aqui um artigo que reflecte algumas das discussões do livro mencionado:
Borboletas
Em 12 dias de termas fiz cerca de 100 Kms de caminhadas, nestas e noutros momentos deu-me para ir contando as borboletas. Contei 27, escassas, escassissimas para uma área em relativo bom estado atmosférico.
lembro-me de no centro de Lisboa numa tarde ver mais, no inicio dos 60.
Tubarões
pois, também já escrevi sobre eles, mas tenho que reconhecer que António Araújo tem aqui um texto de alto nível!
https://www.dn.pt/opiniao/infinitamente-grande-infinitamente-pequeno-14153916.html
o livro # El Libro del Mar# já está encomendado!
Controle de fogos
que se poderá, ou não, utilizar noutros locais:
https://amazonia.org.br/conhecimento-indigena-inova-estrategia-de-combate-a-incendios/
a seguir com interesse.
Línguas, cultura e natureza
a conservação das línguas indígenas é, só pode ser a conservação da oralidade dessas. Por cá uns especialistas, pagos pelas universidades ou ao serviço de alguns poderes tem procurado seguir outro caminho, que conduz inevitavelmente ao declínio e desaparecimento dessas estruturas de oralidade que expressam tempos, tradições e culturas, dessas falas e estruturas dialectais, mas há quem ganhe com isso, mais gramáticas, inventadas, mais vocábulos inacessíveis, mais escritas sem sentido, sobretudo para os que os usam e deles fazem oralidade e vida.
Já escrevi e tive grandes conversas com especialistas que cada caso é um caso, o mirandês remonta à tradição galaico-asturo-leonesa e tem um romance por detrás e portanto foi e muito bem grafada, aliás já o estava. Outros casos, se bem que possam ter utilidade onomatopaica são infelizes, como por exemplo o acordês que é, na maior parte dos casos, mau brasileiro.
Infelizmente como em tudo a lógica do ganhócio domina.
Aqui todos perdemos:
um disparate do tamanho de um mamute
fiquei apavorado, não por me ver num parque jurássico, nem sequer, mas também, por ver onde se desperdiçam milhões, muitos milhões, ou por um jornal sério dar algum crédito a uma ideia sem pés nem cabeça:
https://www.theguardian.com/science/2021/sep/13/firm-bring-back-woolly-mammoth-from-extinction
mas por este projecto, de uma empresa que desconheço, ser ao arrepio de toda a estratégia de rewilding e por abrir uma caixa de pandora de consequências imprevisíveis.
A pior notícia de aniversário.