Sahara Ocidental
É um tema que já aqui trouxe, que me levou de novo ao CIDAC, nos anos 70, do século passado, nos primórdios desta Associação:
https://www.cidac.pt/aapso/AAPSO_Tomada_posicao_15Mar2021.pdf
é, também, um tema ambiental e de direitos humanos.
animais nas reuniões
fazem sempre falta. Umas vezes mais que outras....
https://elpais.com/elpais/2021/03/05/alterconsumismo/1614942216_200407.html#
este não fez falta na excelente reunião que tivemos hoje em zoom, 25/27 participantes, duas horas de conversa calma e informativa e para a acção política.
Daremos notícias.
In memorium
Aqui fica o registo de um homem Bom.
https://www.lpn.pt/pt/noticias/a-lpn-despede-se-hoje-de-miguel-magalhaes-ramalho
Federalismo
Estou a meio de um artigo* pedido pelo João Freire, para a Ideia agora dirigida pelo também velho amigo Cândido Franco.
Vou no 5º tópico que é
https://en.wikipedia.org/wiki/
sobre o federalismo. Sou um federalista radical, e fiquei fascinado no seu tempo pela F.A.I. que se acrescentava à C.N.T./ Federação Anarquista Ibérica! Infelizmente nunca passou de um nome, não conheço (talvez os haja) textos doutrinários, a não ser uns muito primários, bem sei que não eram tempos de grandes aprofundamentos teóricos.
Sou um federalista europeu, se bem que a ideia de Kant não seja do meu desagrado.
Já Jangadas que foram escritas na lógica do iberismo (conceito que partilho) de autonomia da dita não colhem na minha praia.
*Têm sido, agora que as dores se vão esfumando, tempos produtivos de escrita. Um artigo sobre o Hidrógeneo, duas colaborações uma sobre o Tejo e outro sobre Fukushima e Almaraz.
Vamos ver se esses fumos se extinguem.
mais um
passou mais um 8 de Março, dia da Mulher. Não tenho grande opinião do dia disto e do dia daquilo. Todos são dias que se sucedem aos dias.
https://opentextbc.ca/womenintheworld/chapter/chapter-11-women-and-the-environment/
mas alguém achou que era importante registar e enviou-me esse capítulo, de que gostei.
E lembrei-me de discussões sobre conceitos, feminismo, eco-feminismo, eco-socialismo feminista, e tenho que dizer que penso o mesmo que sobre os dias.
Recordo sempre a certeza que se há 2 trosquistas há 3 tendências, que igualmente se aplica aos adeptos de outras religiões, cada um tem a sua verdade ou até 2 ou 3.
Mesmo na ecologia política, a leitura do Survivre et Vivre, além de me ter recordado o saudoso Pierre Samuel, e também o filho Laurent, mostra à evidência que a ideia peregrina de unificar, hierarquizar é um tremendo disparate.
A diversidade de pontos de vista é que enriquece o movimento e quando neste entram lógicas ideológicas (ex. do que tem acontecido em Espanha), mas também por cá, por aqui e ali (e noutros países, é certo) é um passo em frente em direcção ao abismo, organizativo.
Atenção tal não implica, antes pelo contrário que não tenhamos e as defendamos posições políticas radicais, mas não ancoradas em quadros de lateralização....
M.G.F.
Durante 8 ou 9 anos dei aulas numa Universidade (antes do Relvas e de outro epifenómenos, embora já tenha assistido a coisas que me envergonham) e na cadeira de Economia do Ambiente uma das alunas propôs fazer um trabalho sobre a Mutilação Genital Feminina. Claro que a incentivei e dei-lhe contactos. O trabalho até está publicado e mereceu excelente nota.
e não esquecerei um colóquio em que a embaixadora de S.Tomé e Principe defendeu essa barbárie. Conhecem os meus bons modos, a arrasei. E recebi a ajuda do então ministro da cultura do Brasil, o grande Gilberto Gil, que ainda foi mais duro.
A senhora nunca deve ter passado por uma humilhação tão grande.
Mereceu-a!
Escravatura
Foi sobre ela que foi construído o actual sistema em que vivemos. Em Cabo Verde, no Fogo fiz 2 conferencias na escola e os miudos ficaram maravilhados com a luta de Darwin, não só cientifica, ma também pelo envolvimento na luta anti-escravatura!
https://map.freedomunited.org/
tudo está relacionado.
Carlos Antunes In Memorium
Tínhamos uma relação cordial, no meu blog conto a divertida última vez que nos cruzámos e almoçámos. Não o trago aqui pelo anti-fascismo e papel notável que teve na resistência, embora ache que a ecologia política deva ser a defesa intransigente da democracia política, assim como anti-racismo e feminismo que ele teorizou num livro de referência "Ecosocialismo" julgo que com a Isabel do Carmo.
Deixa um espaço e uma memória inolvidável, também para todos os que defendem uma ecologia política, mesmo que com dúvidas sobre o conceito do livro dele, com muitas convergências e, claro, divergências, também.
Comunicação Social
Hoje este envio irá também, nalguns casos em duplicado, para a comunicação social não inscrita, dada a relevância de algumas questões que levantamos, no quadro de algumas discussões e polémicas.
Como temos referenciado o pensamento e as práticas ecologistas no nosso país estão muito degradadas, seja por mesquinhos interesses pessoais e arrivismos, basta ver as guerras de alecrim e marjerrona que degladiam grupos na prática só vivendo de passados heróicos e virtualmente extintos, ou o reduzido pensamento ecologista que, felizmente, encontra outros espaços mediáticos (parabéns, são amigos que estão com o O.I.E.).
Trocar uma identidade de ecologia política por pratos de lentilhas ou lógicas excelianas é infelizmente com as excepções que aqui tenho referido com apreço a dominância.
Recentemente, numa grande entrevista, contei o inicio da minha ecologia política, com o Afonso Cautela e o Gonçalo Ribeiro Telles em 1975/76. Com erros, más companhias, e desventuras, alguns/mas, e também, com os companheiros de sempre do Gonçalo e alguns, poucos outros, que se têm vindo a agregar, e dos que podem louvar Gonçalo Ribeiro Telles sem hipocrisia, continuamos.
"Não há ventos que não prestem nem marés que não convenham, nem forças que me molestem, correntes que me detenham." A natureza, também, sou eu!
Opinião
https://www.radiointerior.es/2
em Portugal, e Espanha estamos invadidos de epidemiologistas (mais de 1 por metro quadrado!) todos especialistas de nada e coisa nenhuma, todos a debitarem disparates ou não, contraditados por disparates ou não no canal ao lado, ou quase todos. Pior que eles só os "especialistas" de coisas nulas promovidos a locutores das televisões. E temos uma classe política fraca, fraquissima, muito, muito fraquissima, quase toda.
Falta quem tenha siso e voz para dar coerência à luta contra a pandemia, mas bastava, todavia, algum bom senso, o que infelizmente não sobrou para distribuir a quem nos governa.
E sobre as vacinas, que tristeza, que tristeza....
https://www.radiointerior.es/2
não sabem, não há, vai haver ou não, não se sabe ou não se sabe ou não, não há lógica nas administrações (hoje fui fazer umas análises e tive outro "choque" na conversa com a analista!) mas siga a carroça, que não seja, para já, a de caronte, mas ninguém se vai dessa safar!