Rifkin
Já apreciei os seus livros e pensamento, mas... falhou sempre os seus prognósticos, recordem-se que antes deste século dizia que em alguns, poucos anos iríamos ter a economia do hidrógeneo... e obviamente noutras hipoóeses falhou sempre, e a principal razão (onde terá ido sacar essa ideia?) é que pensa que nada disto é política. Pois tenho que lhe dizer tudo, tudo é política. E recusar pronunciar--se sobre o Trump, o Milei, a Meloni, a Ursula é porque está à espera de tacho:
https://www.repubblica.it/green-and-blue/2026/03/03/news/jeremy_rifkin-425197019/
mas alguns dos seus livros continuam a ser referência. Já o personagem é um oportunista.
Livros
Iremos estar com companheiros em Espanha esta semana e claro livros e revistas virão...
Enquanto espero esta encomenda, que posso dado o prémio que teve, recomendar sem hesitação:
http://atelierdecreationlibertaire.com/La-fabrique-du-progres.html
Hoje, tivemos que ter voz
Infelizmente,
Já não há em Portugal vozes, se as há, não as ouvi, que se sobreponham ao ruído mediático, que falem a linguagem do povo, sem elocubrações "geo-estratégicas" todas elas virtuais e bem pagas. já não há um movimento ecologista social e pacifista que defenda a lógica política da não violência e que saia do crescimento do PIB, e que denuncie com todas as letras o ataque, a guerra do imperialismo e do sionismo contra o Irão, que já quando Foucault (com os seus amiguinhos a serem mortos) o apoiou era um regime execrável.
Mas mais execrável ainda é o Afeganistão onde uma mulher pode ser chicoteada e o agressor é condenado a 15 dias de prisão, menos do que bater num camelo, nesse caso são 6 meses da dita. Ou outros regimes, apoiados quase todos pelo tal facínora, onde o atropelo dos direitos é atroz.
Trump está a levar o mundo para o pior dos abismos, está a controlar as eleições nos U.S.A. através da limitação do sistema de voto, criou a sua polícia pessoal, que mata em total irresponsabilidade, rodeou-se dos piores escroques do mundo, abriu caminho para a total degradação ambiental, destruiu qualquer simulacro de sistema de saúde, impede a mínima, qualquer hipótese de oposição, e a nível mundial tem uma série dos piores sabujos a idolatrá-lo, desde o rute ao outro.
E como vivemos no mundo da pós verdade, o domínio dos média, a hegemonia que controla a informação, cadeias de supermercados, empresas diversas mas sobretudo as que produzem contéudos que depois vendem a si mesmas, comentaristas pagos regiamente parta papaguearam o que lhes dizem, sempre em linha com o discurso da hegemonia, e a massa, que como já nos dizia Ortega é amorfa e moldável, apoio ou é indiferente, desde quer haja pão e circo.
Tenho discutido com alguns amigos, tenho escrito e cada vez para mais leitores, mais do que o Expresso diz que vende! nos leêm, mas... como dizia Orwell a máquina impera sobre a vida, até (uma série fantástica) ganhou a desforra, com batota, é certo a Kasparov.
Nós continuamos, por aqui e por ali, quase sempre no anonimato dos bastidores, a dar os nossos empenhos, a transmitir os conhecimentos, a desmascarar a obsolescência, a denunciar a hegemonia e a lutar contra a entropia.
Uma entrevista para saborear
Com respostas notáveis:
https://www.elsaltodiario.com/derechos-humanos/adolfo-perez-esquivel-europa-ha-perdido-voz
e com a qual temos muitos, muitos acordos.
cont...
como se não fossem as câmaras a elaborar os PDM's e a receber as verbas das licenças de construção, do IMI, das taxas e emolumentos municipais, do estacionamento, IUC’s etc. As autarquias agem como se não tivesse havido tempo ainda para prevenir situações de direitos adquiridos não estivéssemos já a lidar com a 4ª geração de PDM's e com 40 anos de experiência nestas matérias.
(...) As autarquias dispõem de um amplo edifício legislativo, como os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (Pooc's,), Reserva Agrícola Nacional (RAN), Reserva Ecológica Nacional (REN), Domínio Público Hídrico Domínio Público Marítimo, entre outros instrumentos de ordenamento do território, que se fossem cumpridos retirariam o risco, para pessoas e bens, da equação das consequências dos fenómenos naturais.
O que é que fazem as autarquias? Em vez de verterem estes instrumentos de ordenamento do território nos PDM´s, que elas próprias elaboram, tentam todos os subterfúgios e jogadas, muitas vezes plenas de ilegalidade, para deixarem de cumprir a lei e elaborarem PDM's a pedido que servem apenas o lóbi do betão, da construção e das irregularidades. Porque é que existem edifícios com menos de 40 anos em leito de cheia e construções em locais com declives superiores a 45% (REN)? Qual a razão da ocupação do Domínio Público Hídrico e Marítimo e da construção no litoral fazendo tábua rasa daquilo que os (Pooc's) determinam?
Porquê? Só há uma resposta para estas questões - porque as Câmaras Municipais o permitiram! E, mais grave, muitas vezes fomentaram.
(...)
Jaime Dias Santos
Biólogo e Engenheiro do Ambiente
E para completar o texto que o Fernando envia
Sou um apologista do Poder Local e da importância que num regime democrático os Municípios podem - devem - ter.
Uma opinião, enviada por Fernando S.Pessoa, com cortes (...) nossos
(...) Ouvimos especialistas de todas as áreas concordarem com o facto de que o risco para as populações e os prejuízos vários que o país tem aquando de catástrofes, como os incêndios rurais e os extremos climáticos, estão directamente relacionados com o desordenamento do território. Basta circular pelas estradas e verificar o caos urbanístico, o caos do desordenamento e a fealdade em que se transformou grande parte do nosso território. (...)
Primeiro foram as rotundas, depois as estradas para todo o sítio, os parques industriais, os pavilhões multiusos e mais recentemente as ciclovias e os passadiços. Não é necessário ser, sequer, muito atento ou muito informado para verificar que todas estas realidades aconteceram por ondas, por modas, num espírito de competição com a freguesia ou o município vizinho e raramente por corresponder às necessidades reais das populações.
Grande parte destas construções surgiram em terrenos de Reserva Ecológica Nacional (REN) ou de Reserva Agrícola Nacional (RAN), muitas outras surgiram em locais improváveis, longe de populações, em locais com uma topografia que encareceu desmesuradamente a obra. Facilmente se percebe que o verdadeiro interesse ali era, digamos, particular, em detrimento dos interesses legítimos das populações. Nunca vi uma câmara fazer nada em prol da conservação da natureza que não implicasse construção, nunca vi uma câmara aplicar recursos financeiros para por exemplo comprar terrenos importantes para a conservação, apoiar a reconstrução de habitats, reintroduzir espécies ou produzir posturas municipais que fossem no sentido da salvaguarda do território. Assisto, isso sim, à constante impermeabilização de solos, abertura de estradas que não interessam nada à mobilidade, promoção de novos parques industriais onde os mais antigos ainda estão longe de estar saturados. Depois, para desculpar tudo isto, entra em cena uma infernal e cara máquina de propaganda exaltando, de uma forma completamente desproporcionada, a preservação de uns parcos metros quadrados de dunas ou uma, muitas vezes ridícula e fora de época, plantação de árvores autóctones.
Quando os erros de planeamento ou de urbanismo são tão grandes que geram visível descontentamento e alarme entre as populações, os responsáveis autárquicos desculpam-se sempre com a história dos "direitos adquiridos" e com o "estava previsto nos PDM's" como se não fossem as câmaras a elaborar os PDM's e a receber as verbas das licenças de construção, do IMI, das taxas e emolumentos municipais, do estacionamento, IUC’s etc. As autarquias agem como se não tivesse havido tempo ainda para prevenir situações de direitos adquiridos não estivéssemos já a lidar com a 4ª geração de PDM's e com 40 anos de experiência nestas matérias.
(...) As autarquias dispõem de um amplo edifício legislativo, como os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (Pooc's,), Reserva Agrícola Nacional (RAN), Reserva Ecológica Nacional (REN), Domínio Público Hídrico Domínio Público Marítimo, entre outros instrumentos de ordenamento do território, que se fossem cumpridos retirariam o risco, para pessoas e bens, da equação das consequências dos fenómenos naturais.
O que é que fazem as autarquias? Em vez de verterem estes instrumentos de ordenamento do território nos PDM´s, que elas próprias elaboram, tentam todos os subterfúgios e jogadas, muitas vezes plenas de ilegalidade, para deixarem de cumprir a lei e elaborarem PDM's a pedido que servem apenas o lóbi do betão, da construção e das irregularidades. Porque é que existem edifícios com menos de 40 anos em leito de cheia e construções em locais com declives superiores a 45% (REN)? Qual a razão da ocupação do Domínio Público Hídrico e Marítimo e da construção no litoral fazendo tábua rasa daquilo que os (Pooc's) determinam?
Porquê? Só há uma resposta para estas questões - porque as Câmaras Municipais o permitiram! E, mais grave, muitas vezes fomentaram.
(...) Jaime Dias Santos,Biólogo e Engenheiro do Ambiente
De um dos nossos grandes
Ralph Nader sobre Trump:
https://www.commondreams.org/opinion/bully-trump
é um histórico na defesa do consumidor e dos direitos cívicos e autor de obras de grande importância nessas áreas.
Não percam! 2+2=5
Um filme que a hegemonia esconde, seja os ditos críticos, seja a programação acintosa em 2 ou 3 salas, em horários fora de qualquer sentido.
Mas não percam, é um documentário notável, totalmente em linha com o grande, enorme George Orwell:
https://en.wikipedia.org/wiki/Orwell:_2%2B2%3D5
ora que me lanço na escrita de livro re-titulado "Os burros contra a Hegemonia", já imaginam a conversa....