Nuclear ucraniano
Já aqui trouxemos há uns meses o original, mas ora, depois de termos tido uma testemunha in loco em Ferrel ( o Tiago Carrasco), este em tradução:
https://www.elsaltodiario.com/desconexion-nuclear/un-peligroso-deja-vu
recordamos, e o risco aumenta...
É isto que os tontos querem!
Aio Silver!
https://cleantechnica.com/2026/03/06/while-hinkley-nuclear-was-being-built-the-uk-grid-decarbonized/
mais, muito mais, caro, muito, muito mais tempo e totalmente, totalmente inútil!
Fechemos Almaraz
Mais um relatório da Greenpeace, com muitos dados, muitas formulações, muita informação sobre os vários cenários, a várias datas de fecho.
O ambiente, a economia e a sociedade só ganham com o fecho mais rápido, este estudo mostra a evolução dos gases de estufa em todos os cenários.-
Tenho que dizer que este não é bem um relatório ecologista, não coloca o paradigma de alterações, necessários nos sistemas produtivos e na lógica de produção de energias eléctrica.
Mas é só uma encomenda da Greenpeace a dois universitários. Irei estar, em principio, no dia 7 em Badajoz na apresentação.
Anexo
Ferrel
Mais uma farpa
de Manuel Collares Pereira, de grande qualidade sobre o suposto renascer de interesse pela nuclear, que de facto é uma mostra da falta de qualidade e deontologia dos nossos médias, submersos por mentiras, manipulações e ilusões e sem qualquer deontologia como denunciei em Ferrel.
Infelizmente é muito grande para poder enviar por aqui. Quem quiser:
Uma reacção ao repentino renascer do interesse pelo nuclear
por
Manuel Collares Pereira
é só pedir e enviarei o pdf
O petróleo não tem bom fim...
E este filme é exemplar:
Só não queimam o que deviam....
desde o renascimento só queimam o que não devem*:
https://theecologist.org/2026/mar/05/burn-baby-burn
* inspirado no livro: "la fabrique du progrès", que levei para Ferrel....leitura inspiradora
Comentário aos disparates nucleares
Recebo, com autorização para divulgar, do nosso especialista e colaborador Manuel Collares Pereira:
A recentíssima "loucura" nos noticiários da televisão sobre a Energia Nuclear, desencadeada pela iniciativa francesa
A aposta no nuclear a forma de produção de energia electrica mais cara de que dispomos no planeta) não resolve problema actual nenhum. No mínimo teríamos que esperar 10 anos para um primeiro reactor, sem atropelos. Aumentaríamos (?!) a dependência do combustível urânio (enriquecido e bruto), hoje ainda 50% vem da Rússia e de seus satélites. Portanto não estaríamos a resolver um dos aspectos principais da segurança energética. Outro aspecto é o de ser realmente inseguro ter reactores nucleares, alvos verdadeiramente perigosos e ao alcance de ataques convencionais. (é como se a bomba nuclear já tivesse caído, só faltando detoná-la!) Depois, estaríamos a caminhar ao arrepio do que temos vindo e bem, a desenvolver: as renováveis, muito mais baratas e cada vez mais perto de serem combinados com soluções de armazenamento dedicadas. As características do nuclear tendem a "secar" o recurso às renováveis se estiver presente a uma escala significativa, o que corresponderia a um regresso civilizacional.
O interesse repentino dos franceses pelo tema, tem que ver com muitos factores a que não são alheios alguns aspectos: a situação financeira da AREVA, o que fazer ao parque nuclear já velho de que dispõem, a questão dos usos militares do uranio, etc. Mas um país como o nosso não tem que ver nada com isso, não tem quaisquer deficiências de fundo na sua estratégica energética para o presente e futuro, não tem dinheiro para este desvario. Mas temos uns "velhos do Restelo" do costume que continuam agarrados ao mantra que ouviram em pequeninos de que o nuclear era a forma de energia mais barata. O que nunca foi (foi sempre altamente subsidiada de forma directa e indirecta e ainda hoje sem pagar os custos que sempre se recusou a considerar: desmantelar os reactores e tratar do lixo radioactivo). Por isso deixemo-nos de fantasias e loucuras, por favor!
E a seguir serão os 50 anos do Festival, em 2028
Aqui, uma excelente revista:
https://memorialibertaria.blogs.sapo.pt/21-e-22-de-janeiro-de-1978-festival-39768
cartazes, textos, memórias!
e os resíduos, os resíduos, pai, onde os meteis?
e reparem, que nem estou a falar dos resíduos nucleares, curiosamente desaparecidos de todo discurso dos pavões que aparecem a defender a dita:
mas de outras toneladas de resíduos, que não sabem os seus geradores onde os meter.