Ferrel
Mais uma farpa
de Manuel Collares Pereira, de grande qualidade sobre o suposto renascer de interesse pela nuclear, que de facto é uma mostra da falta de qualidade e deontologia dos nossos médias, submersos por mentiras, manipulações e ilusões e sem qualquer deontologia como denunciei em Ferrel.
Infelizmente é muito grande para poder enviar por aqui. Quem quiser:
Uma reacção ao repentino renascer do interesse pelo nuclear
por
Manuel Collares Pereira
é só pedir e enviarei o pdf
O petróleo não tem bom fim...
E este filme é exemplar:
Só não queimam o que deviam....
desde o renascimento só queimam o que não devem*:
https://theecologist.org/2026/mar/05/burn-baby-burn
* inspirado no livro: "la fabrique du progrès", que levei para Ferrel....leitura inspiradora
Comentário aos disparates nucleares
Recebo, com autorização para divulgar, do nosso especialista e colaborador Manuel Collares Pereira:
A recentíssima "loucura" nos noticiários da televisão sobre a Energia Nuclear, desencadeada pela iniciativa francesa
A aposta no nuclear a forma de produção de energia electrica mais cara de que dispomos no planeta) não resolve problema actual nenhum. No mínimo teríamos que esperar 10 anos para um primeiro reactor, sem atropelos. Aumentaríamos (?!) a dependência do combustível urânio (enriquecido e bruto), hoje ainda 50% vem da Rússia e de seus satélites. Portanto não estaríamos a resolver um dos aspectos principais da segurança energética. Outro aspecto é o de ser realmente inseguro ter reactores nucleares, alvos verdadeiramente perigosos e ao alcance de ataques convencionais. (é como se a bomba nuclear já tivesse caído, só faltando detoná-la!) Depois, estaríamos a caminhar ao arrepio do que temos vindo e bem, a desenvolver: as renováveis, muito mais baratas e cada vez mais perto de serem combinados com soluções de armazenamento dedicadas. As características do nuclear tendem a "secar" o recurso às renováveis se estiver presente a uma escala significativa, o que corresponderia a um regresso civilizacional.
O interesse repentino dos franceses pelo tema, tem que ver com muitos factores a que não são alheios alguns aspectos: a situação financeira da AREVA, o que fazer ao parque nuclear já velho de que dispõem, a questão dos usos militares do uranio, etc. Mas um país como o nosso não tem que ver nada com isso, não tem quaisquer deficiências de fundo na sua estratégica energética para o presente e futuro, não tem dinheiro para este desvario. Mas temos uns "velhos do Restelo" do costume que continuam agarrados ao mantra que ouviram em pequeninos de que o nuclear era a forma de energia mais barata. O que nunca foi (foi sempre altamente subsidiada de forma directa e indirecta e ainda hoje sem pagar os custos que sempre se recusou a considerar: desmantelar os reactores e tratar do lixo radioactivo). Por isso deixemo-nos de fantasias e loucuras, por favor!
E a seguir serão os 50 anos do Festival, em 2028
Aqui, uma excelente revista:
https://memorialibertaria.blogs.sapo.pt/21-e-22-de-janeiro-de-1978-festival-39768
cartazes, textos, memórias!
e os resíduos, os resíduos, pai, onde os meteis?
e reparem, que nem estou a falar dos resíduos nucleares, curiosamente desaparecidos de todo discurso dos pavões que aparecem a defender a dita:
mas de outras toneladas de resíduos, que não sabem os seus geradores onde os meter.
Enquanto por cá capitaneados pela nuclear CNN
propriedade da maior empresa nuclear do mundo, e que todas as outras, propriedade de hipermercados ou capitalistas desenfreados, seguem docilmente e sem sentido deontológico nenhum, nenhum...
na comunicação mundial, na pouca que é séria verdade seja dita, vamos desmontando a ilusória suposta ressureição nuclear.
Essa tecnologia já deu a alma ao criador...
Até, até na Figueira da Foz
temos a Coopérnico em movimento:
a a mexer....
É um drama sem solução
e os tontos que falam de nuclear não têm resposta para nada:
esta foi uma central experimental.... onde irá a nossa.....